A Comunicação Organizacional (Empresarial ou Corporativa), nas últimas décadas, experimentou um processo acelerado de profissionalização, alcançando posição de destaque no organograma das organizações. Constitui-se hoje em objeto de pesquisa em programas de pós-graduação em importantes universidades nacionais e internacionais, e é tema recorrente em seminários e cursos de especialização. A literatura na área cresceu vertiginosamente e há autores consagrados pela sua contribuição efetiva ao conhecimento em Comunicação Organizacional. Mas, apesar deste cenário favorável, ainda há muitos desafios a superar.

O discurso empresarial continua, na maioria dos casos, mascarando a realidade e não está alinhado com as boas práticas. Infelizmente, com raras exceções, a Comunicação Empresarial brasileira ainda está distante de se consolidar como estratégica ou integrada. Falta planejamento, persistem ainda metodologias precárias para avaliação de ações e programas de comunicação e a maioria das empresas ou organizações ainda não dispõe de uma Política de Comunicação sistematizada e assumida por todos os seus públicos internos, especialmente os gestores principais.

A Comtexto Comunicação e Pesquisa foi criada há mais de três décadas, quando a Comunicação Organizacional não apresentava este perfil abrangente e se reduzia a atividades isoladas (assessoria de imprensa, edição de publicações empresariais, campanhas de propaganda e ações de Relações Públicas).  A Comtexto tem acompanhado o crescimento da área e sobretudo defende, de forma intransigente, a ética e a qualidade na comunicação, com uma postura firme contra as práticas não democráticas, o desrespeito à liberdade de expressão e aos direitos humanos. Tem estado comprometida com o incremento da diversidade, com a sustentabilidade em todas as suas dimensões (social, econômica, ambiental) e acredita que a pesquisa (que faz parte da razão social e do  DNA da Comtexto) e a competência da gestão são instrumentos fundamentais para uma comunicação em sintonia com as demandas do século XXI.

  

Comunicação integrada: vamos entender o conceito?

A expressão comunicação integrada tem sido utilizada, muitas vezes, de maneira inadequada, referindo-se à integração apenas das competências básicas em comunicação (jornalismo, relações públicas, propaganda/marketing etc). Na prática, no entanto,  em uma empresa ou organização, a comunicação deve pressupor uma integração maior, articulando-se estreitamente com outras áreas ou setores, como Gestão de Pessoas, Tecnologia da Informação, Planejamento Estratégico, Finanças, Governança Corporativa, Compliance, Sustentabilidade etc. A comunicação não se constitui numa ilha isolada e precisa dialogar com toda a organização.

As crises não se resolvem apenas com comunicação

Muitas empresas ou organizações ( e mesmo gestores de comunicação) acreditam que apenas lançando mão de uma comunicação competente é possível resolver ou atenuar as crises institucionais. Na prática, essa perspectiva não se mostra verdadeira porque, embora a comunicação planejada e executada estrategicamente possa desempenhar um papel importante na gestão de crises, ela não será eficaz se os motivos que desencadearam uma crise específica não forem assumidos e não houver esforço efetivo para superá-los. A comunicação não pode fazer muita coisa, se o processo de gestão de crises não for conduzido com ética, transparência e disposição para superar os problemas reais que deflagram as crises.

   
 

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