Ano 5 – No 53 – Abril 2023
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Fala, professor! |
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Ciência aberta: o que isso significa e por que é importante?
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Você, com certeza, já ouviu ou leu, em algum lugar, a expressão “ciência aberta” (“open Science” em inglês) e, provavelmente, ficou com algumas dúvidas sobre o que isso realmente representa e porque há um esforço crescente para que esse conceito e essa prática se consolidem no Brasil e em todo o mundo.
Podemos, simplificadamente, considerar que a ciência aberta constitui um movimento de amplitude universal que tem como objetivo favorecer o acesso e o compartilhamento do conhecimento científico.
Segundo a Unesco, a ciência aberta implica “”uma construção inclusiva que combina vários movimentos e práticas com o objetivo de tornar o conhecimento científico multilíngue disponível abertamente, acessível e reutilizável para todos, para aumentar as colaborações científicas e o compartilhamento de informações para o benefício da ciência e da sociedade, e para abrir os processos de criação de conhecimento científico, avaliação e comunicação aos atores sociais além da comunidade científica tradicional. Inclui todas as disciplinas científicas e aspectos de práticas acadêmicas, incluindo ciências básicas e aplicadas, ciências naturais e sociais e humanidades, e se baseia nos seguintes pilares principais: conhecimento científico aberto, infraestruturas de ciência aberta, comunicação científica, engajamento aberto de atores sociais e diálogo aberto com outros sistemas de conhecimento”.
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Você Sabia? |
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A comunicação é a habilidade estratégica mais valorizada pelas empresas |
A complexidade da comunicação moderna e os desafios crescentes impostos pela era da desinformação têm reforçado a tese de que as organizações, mais do que nunca, devem dar atenção prioritária à relação com os seus públicos estratégicos e com a sociedade, buscando criar fluxos competentes e qualificados de informação.
Os estudiosos da comunicação organizacional reconhecem que é indispensável capacitar os gestores e os públicos internos para este esforço de relacionamento, o que garante credibilidade e protagonismo para as organizações, mas não têm dúvida de que há inúmeros desafios a superar.
A comunicação passou a ser considerada como a competência mais relevante a ser desenvolvida internamente e os responsáveis pela gestão de pessoas estão empenhados em identificar se esta condição está presente nos profissionais que irão contratar no presente e no futuro.
Desenvolver habilidades de comunicação, digital e de forma remota, constitui demanda indispensável para as organizações modernas e é possível concluir que somente as que tiverem sucesso neste esforço serão protagonistas no novo tempo.
Participe deste debate, lendo a reportagem de Marcella Centofanti, publicada pela revista e portal Você RH., clicando no link abaixo. |
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Os universitários leem notícias que são curiosas e têm conteúdo útil |
Pesquisa realizada pela Orbis Media Review sobre o consumo de mídia em nosso país traz conclusões interessantes sobre a percepção dos universitários brasileiros com respeito às notícias que tratam de um número diversificado de temas.
A principal delas é que dois fatores contribuem para que os estudantes busquem as notícias: elas têm que ser curiosas, interessantes, e, ao mesmo tempo, ajuda-los no seu desenvolvimento pessoal e profissional. Apesar disso, eles reconhecem que apenas 2% das chamadas jornalísticas com as quais tomam contato os auxiliam no seu dia a dia.
É importante mencionar também que a pesquisa revelou que cerca de um terço dos estudantes acessa algum veículo jornalístico, e que um quarto deles confessa que não tem hábito de consumir notícias. Ainda mais: uma parte significativa dos universitários (36,6%) afirma que uma rede social foi a fonte a partir da qual viu a última notícia de que se lembra. E uma surpresa: apenas 2,5% deles citaram o WhatsApp ou o Telegram como canais habituais de acesso a notícias.
A pesquisa da Orbis Media Review foi realizada no último trimestre de 2022 e envolveu 1030 participantes. Seu relatório pode ser baixado no link abaixo.
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Formato de vídeo já domina 2/3 da verba publicitária no Brasil |
Estudo da Kantar IBOPE, intitulado Inside Video, que analisou o consumo de vídeo em diferentes formatos, plataformas e dispositivos, comprovou o que todos nós já suspeitávamos: o formato de vídeo constitui, atualmente, o grande protagonista na indústria da comunicação, de tal modo que abrangeu, em 2022, mais de 2/3 do investimento publicitário, inclusive quando se considera o conjunto das marcas tidas como mais valiosas. Mas isso não é tudo: o formato de vídeo alcança quase a totalidade da população (99,6%), com a primazia do material publicado pela TV, seja ela aberta ou por assinatura.
Outras conclusões importantes do estudo: as transmissões de futebol e de programas jornalísticos dominam o mercado de consumo de vídeo e o brasileiro passa quase 5 horas e 20 minutos por dia assistindo a vídeos em TV, o que coloca o país no 6º lugar do ranking mundial de consumo individual de TV na América Latina.
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Comtexto Comunicação e Pesquisa em ação |
Os grupos de pesquisa em Comunicação da Ciência
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Pesquisa em curso, realizada pelo prof. Wilson Bueno, líder do grupo de pesquisa JORCOM – O Jornalismo na Comunicação Organizacional, certificado pela ECA/USP e cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, identifica e analisa os grupos de pesquisa que tratam da temática da Comunicação da Ciência em nosso país. Após levantar todos os grupos existentes (um total de 485), o pesquisador tem se dedicado a estudar 25 grupos que tem a comunicação como foco predominante, e resgatados a partir das palavras chaves Jornalismo Científico, Comunicação Científica, Divulgação Científica e Comunicação Pública da Ciência. A pesquisa consiste também na análise do currículo Lattes de mais de duas centenas de pesquisadores que integram estes grupos visando identificar a produção acadêmica relativa a esta temática (livros e e-books, artigos, trabalhos apresentados em eventos, notícias, participação em mesas redondas e programas, orientação de dissertações e teses). A investigação deverá estar concluída até o final de semestre e será amplamente divulgada para os interessados.
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Cursos on-line, in company, de capacitação em Comunicação Organizacional e Jornalismo Especializado
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A Comtexto Comunicação e Pesquisa está disponibilizando para as organizações e empresas interessadas um conjunto de cursos de capacitação on-line, in company na área de Comunicação Organizacional e Jornalismo Especializado. Dentre estes cursos, destacam-se o de Auditoria de imagem das empresas; Relacionamento com a mídia na era da desinformação; Avaliação em Comunicação Organizacional; Jornalismo Científico; Jornalismo Ambiental; Comunicação interna; Elaboração de Política de Comunicação Institucional, Divulgação pesquisa por universidades e institutos de pesquisa.
O responsável pelos cursos é o jornalista Wilson da Costa Bueno, professor sênior da ECA/USP, com mais de 120 dissertações e teses orientadas nessas áreas, e qualificada produção acadêmica e profissional. Os interessados podem entrar em contato direto com a Comtexto pelo e-mail professor@comtexto.com.br ou pelo WhatsApp (11)95340-6948.
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Clicando e aprendendo |
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E-book sobre Gestão da Comunicação Pública para download gratuito |
Está disponível para consulta, de forma gratuita, o e-book “Gestão da Comunicação Pública”, produzido pelo grupo temático com este foco, constituído por colegas que integram a Associação Brasileira de Comunicação Pública – ABCPública, especialmente comprometidos em fortalecer a reflexão e o debate sobre a gestão da comunicação pública em nosso país. O e-book tem como organizadores Jorge Duarte, Leandro Heringer e Kárita Emanuelle Ribeiro.
Os temas tratados pelo e-book, como acentua o material de divulgação, incluem, dentre outros, a utilização das mídias sociais na comunicação pública, o enfrentamento da Covid pelas administrações municipais, a proteção de dados pessoais, a comunicação com os servidores públicos durante a pandemia e as distorções no processo de comunicação que promove a interação entre o Estado e os cidadãos.
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Historiadora da USP analisa a mulher brasileira como tema de pesquisa |
Julgamos importante ressaltar, nesta edição, o estudo realizado pela historiadora Branca Zilberleib, da USP, para sua dissertação de mestrado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, intitulada “A mulher como problema de pesquisa em História: emergência de estudos sobre mulheres e gênero na historiografia brasileira recente (1973- 2001)”. A pesquisadora, baseou-se no trabalho de referências nesta temática no Brasil, como Maria Odila Leite da Silva Dias, Miriam Lifchitz Moreira Leite, Rachel Soihet, Margareth Rago e Joana Maria Pedro. Ela concluiu que este campo de estudos é recente, com produção esparsa e reduzida antes da década de 90, a partir da qual efetivamente ele ganha corpo. Segundo ela, este fato se deve à ausência de recursos para financiar as pesquisas sobre o tema.
A historiadora constatou que, na prática, esta produção acadêmica tem sido basicamente realizada por mulheres e que o machismo impediu, ao longo do tempo, que se reconhecesse a importância desta temática. Ela admite, porém, que essa exclusão acabou estimulando historiadoras pioneiras a produzirem estes estudos, mesmo porque, na prática, para elas, esse esforço acabou se constituindo em uma missão social.
Reportagem do jornal da USP, com texto de Camilly Rosaboni, traz maiores informações sobre a dissertação de Branca Zilberleib e deve ser acessada por quem se interessa pelo tema. O contato com a historiadora pode ser feito pelo e-mail brancazilberleib@gmail.com, indicado na reportagem:
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ChatGPT e plágio: uma relação próxima e perigosa |
O ChatGPT, desenvolvido pela startup OpenAI, tem merecido a atenção de pesquisadores, estudiosos e profissionais que analisam a aplicação da inteligência artificial em vários campos, interessados sobretudo em seu impacto no universo da produção intelectual, na redução de empregos e mesmo no futuro de inúmeras profissões.
Um debate importante que se trava no mundo acadêmico diz respeito à utilização do ChapGPT para produzir conteúdo plagiado, o que contribui para subverter a ética que deve vigorar quando se trata de direitos autorais e intelectuais.
Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia se propuseram a investigar a relação entre ChatGPT e o plágio e concluíram, de forma contundente, que ela é real e perigosa. Eles analisaram mais de 200 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, com o objetivo de encontrar indícios de vários tipos de plagio, desde a transcrição literal de trechos existentes em sistemas de busca, a tentativa de dissimular este fato com o uso de sinônimos para dificultar a comparação com os textos originais, ou ainda a apropriação indevida de ideias de outras pessoas, não identificadas, para esconder a sua verdadeira autoria. E, como diz o povo, “não deu outra”: o estudo comprovou que estes vários tipos de plágio apareciam no estudo realizado.
O ChapGPT já foi testado por centenas de milhões de pessoas e há, na comunidade acadêmica, o temor de que ele realmente contribua para uma conduta que afronta a ética e o patrimônio intelectual e moral.
Recomenda-se a leitura da reportagem publicada pela Revista Fapesp sobre este estudo e o acompanhamento regular das notícias, estudos e pesquisas que avaliam o impacto da inteligência artificial em todos os campos.
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Expediente |
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Pensando a Comunicação fora da caixa é uma newsletter da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria nas áreas de Comunicação Organizacional/Empresarial e Jornalismo Especializado.
Editor: Wilson da Costa Bueno
E-mail para contato: wilson@comtexto.com.br
As informações podem ser reproduzidas livremente, mas solicita-se que, caso isso ocorra, a fonte seja citada. |
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