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Ano 6 – No 62 – Fevereiro 2024
Pensando a Comunicação fora da Caixa
 
Fala, professor!
  Política de Comunicação Institucional: O protagonismo dos Institutos Federais

Nos últimos anos, inúmeras organizações e empresas despertaram para a necessidade de sistematizar princípios, ações projetos e produtos que orientem a implementação de sua proposta de comunicação, constituindo o que se denomina de Política de Comunicação Institucional. Ela se consolida, geralmente, a partir de um documento básico que incorpora estas diretrizes e pela implementação de um Plano abrangente com ações a curto, médio e longo prazos.
No Brasil, algumas dezenas de instituições já elaboraram a sua Política de Comunicação, merecendo destaque sobretudo as que integram a área pública, dentre as quais os Institutos Federais, as universidades, fundações e mesmo empresas. Na área privada, o processo de produção de uma Política de Comunicação é raro, mas, provavelmente, tenderá a ganhar corpo nos próximos anos, tendo em vista o incremento da complexidade da comunicação institucional.
Em geral, a Política de Comunicação Institucional obedece a dois modelos básicos: o primeiro deles apenas reúne princípios gerais sobre a comunicação da organização e enumera as atividades e funções desenvolvidas pelas várias instâncias que compõem a sua estrutura profissionalizada. O modelo mais praticado, no entanto, assume uma perspectiva mais ampla, com a definição de diretrizes, projetos, produtos, ações e estratégias que estão associados a temas específicos da comunicação institucional. Assim, o documento traz, invariavelmente, capítulos que focam o relacionamento com a mídia, a gestão das mídias sociais, a comunicação em situações de crise, a gestão da marca institucional, o planejamento e a realização de eventos, a comunicação da acessibilidade, para a promoção da diversidade e inclusão, dentre muitos outros.

 

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Você Sabia?
 
  Uso indevido do ChatGPT no ambiente de trabalho aumenta vulnerabilidade dos sistemas de segurança

A utilização intensiva e não adequada de aplicações de IA no ambiente de trabalho pode representar risco elevado às empresas e organizações em geral, por favorecer o vazamento de dados e comprometer o sistema de segurança que deve preservar a integridade e o sigilo das informações estratégicas.

Reportagem da BBC evidenciava, já no final do ano passado, a preocupação de gestores e especialistas em segurança da informação com o uso amplo da IA por funcionários, sem o conhecimento das chefias. Ao que parece, este alerta tem ganhado destaque no início de 2024, porque o acesso ao ChatGPT, mas também a outras ferramentas de IA, aumenta gradativamente, sobretudo porque elas facilitam o trabalho dos “colaboradores” que não hesitam em aplicá-las às atividades que exercem.

O problema é que, segundo os estudiosos, os funcionários, à revelia das empresas onde trabalham, estão “treinando involuntariamente algoritmos da OpenAI com informações confidenciais, permitindo que os concorrentes tenham acesso a informações reservadas.” Ao descobrirem que as aplicações de IA podem ser úteis e reduzir drasticamente o seu trabalho, eles passam a lançar mão delas recorrentemente, ignorando os riscos de uma utilização indevida.

Na verdade, muitos funcionários passaram a depender delas, especialmente porque elas os auxiliam sobremaneira no desenvolvimento de tarefas diárias, como a pesquisa de temas e assuntos diversos, a produção de apresentações para equipes internas e externas (clientes em especial). O que mais assusta as empresas é que eles fazem isso sem comunicar aos chefes, o que torna o controle impraticável.

Uma estatística que se revela preocupante, conforme descrito na reportagem da BBC: ” em um estudo de fevereiro de 2023 realizado pela rede social profissional Fishbowl, 68% dos 5.067 entrevistados que usaram IA no trabalho disseram que não divulgam o uso aos seus chefes.”

Quando os funcionários sobrepõem os seus interesses aos das companhias para as quais trabalham, não há dúvida de que as coisas não andam direito e tendem a trazer problemas que, no caso, de IA obrigatoriamente chegam muito rápido. Olho vivo com a tecnologia: como diz o ditado, não existe almoço grátis.

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“Reflorestar mentes”, a missão das mulheres indígenas

O protagonismo das mulheres indígenas está sendo, pouco a pouco, reconhecido, embora não se constitua uma novidade para quem conhece a cultura das comunidades que habitam as nossas florestas.

As ameaças constantes oriundas do mundo externo, com invasões de suas terras, a agressão aos seus representantes, em particular às próprias mulheres, como expõe de maneira dramática a realidade vivida pelos Yanomami face à ganância truculenta dos garimpeiros ilegais, têm provocado reações importantes.

A Anmiga (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade), como enfatiza a sua diretora executiva Braulina Baniva, promove a ampliação deste movimento, respaldado na convicção de que é preciso “reflorestar as mentes para a cura da terra, nós precisamos aldear todos os espaços possíveis com nossos corpos-territórios e nós precisamos estar cada vez mais juntas com a sociedade”.

A articulação das mulheres indígenas se consolidou a partir de 2021, com a formalização da Anmiga, constituída por representantes dos seis biomas brasileiros – Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. Juntas as mulheres biomas da Associação buscam “fortalecer a luta pelo bem viver e pelos territórios indígenas, a partir do protagonismo das mulheres e da valorização de seu conhecimento tradicional.

Em 2023, a Anmiga organizou a terceira Marcha das Mulheres Indígenas que conseguiu reunir, em Brasília, oito mil pessoas, com ampla cobertura da imprensa, o que permitiu o levantamento e o debate de temas urgentes que tratam da luta e da sobrevivência dos povos indígenas, como o impacto das mudanças climáticas e o debate sobre o marco temporal, dentre muitos outros.

Que a mobilização das mulheres biomas desperte o olhar das autoridades e da sociedade para os problemas por elas enfrentados e para a sua imediata solução.

 

Confira:
 
Os homens e meninos também sofrem violência sexual. Mas os dados e as denúncias ainda são escassos.

Quando a questão da violência sexual é tratada pela mídia e pela sociedade em geral, ao que parece, quase sempre as mulheres são as vítimas exclusivas, mas a realidade demonstra que os homens também devem ser incluídos neste debate. Reportagem publicada pela revista Pesquisa Fapesp neste mês (fevereiro de 2024), assinada por Christina Queiroz, cita a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2022, do IBGE, que revela que, das 9,4 milhões de pessoas que sofreram violência sexual alguma vez na vida, 1,8 milhões são homens e meninos, mas que os dados sobre notificações são absolutamente desiguais. Enquanto 46% das meninas denunciam os abusos sofridos, essa porcentagem não chega a 10% para os meninos. Os pesquisadores acreditam que estas subnotificações de casos de violência sexual contra homens “relacionam-se com estereótipos associados à masculinidade e à pouca visibilidade que o problema tem na sociedade”.

Em sua pesquisa para tese de doutorado, defendida em 2022, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o psicólogo Denis Gonçalves Ferreira, “identificou, ao revisar estudos sobre violência sexual contra meninos e homens no Brasil, no período de 2015 a 2021, que 1,4 mil trabalhos foram feitos no país sobre agressões sexuais, porém somente 53 deles investigaram casos de homens vítimas dessas ações.” Ele revela que ““entre os homens, os grupos mais afetados pela violência sexual são os que fazem sexo com outros homens e aqueles com disfunções sexuais, podendo chegar a prevalência de 71%”,” mas que 6 dos 53 trabalhos analisados “analisam casos de mulheres agressoras, o que, de acordo com o pesquisador, permite romper com a ideia de que homens sempre desempenham esse papel. Da mesma forma que acontece com vítimas do sexo feminino, as agressões contra meninos costumam ser praticadas por pessoas próximas, como amigos e familiares, e ocorrer na casa da vítima ou do agressor”

A pesquisa realizada por Ferreira também traz outros dados importantes: as agressões sexuais contra homens e meninos ocorrem mais precocemente do que as contra as mulheres e são mais duradouras.

A violência sexual, segundo a OMS, compreende, como indica a matéria, “atos sexuais, ou a tentativa de obter atos sexuais, comentários e investidas indesejadas, ou outras ações voltadas contra a sexualidade das pessoas, o que também inclui intimidação psicológica, chantagem e ameaças.”

A reportagem merece ser consultada e é fundamental que a sociedade possa debater este tema em sua amplitude.

Saiba Mais:
 
Comtexto Comunicação e Pesquisa em ação

Guias e manuais são produtos estratégicos da Comunicação Institucional. Sua empresa já elaborou algum?

 

Ao longo do tempo, as empresas e organizações em geral têm se dado conta da necessidade de elaborar guias e manuais com o objetivo de indicar posturas, ações, diretrizes e projetos a serem desenvolvidos em áreas ou temas específicos. Assim, temos guias e manuais voltados para a gestão das mídias sociais, para o planejamento e a organização de eventos, para o relacionamento com a imprensa, para a promoção da inclusão, da diversidade, da acessibilidade e para a implementação da Linguagem Simples, para a produção de conteúdo para canais internos (portais institucionais ou temáticos, intranets, murais, newsletters, canais de vídeo, podcasts), dentre outros.

Se a sua organização estiver interessada em elaborar algumas destas publicações e quiser contar com uma parceria externa, entre em contato com a Comtexto Comunicação e Pesquisa. Em geral, nas consultorias realizadas pela Comtexto para a elaboração de Políticas de Comunicação Institucional para mais de uma dezena e meia de empresas ou instituições (universidades, institutos federais, empresas privadas, dentre outras), guias e manuais, como estes, são indicados como prioritários no Plano de Implementação. Esteja à disposição, se desejar maiores informações, pelo e-mail: professor@comtexto.com.br ou WhatsApp: (11) 953405948.

 

 

Grupo de Pesquisa JORCOM, da ECA/USP, lança, em 2024, novo e-book da série O Jornalismo na Comunicação Organizacional

 

O Grupo de Pesquisa JORCOM certificado pela ECA/USP, que integra o Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, lançará, em 2024, mais um e-book da série O Jornalismo na Comunicação Organizacional, intitulado “O Jornalismo na Comunicação Organizacional: ensino, pesquisa e prática em movimento”. O e-book tem sua publicação prevista para o final do primeiro semestre e contará, como sempre, com artigos de integrantes do grupo de pesquisa e de convidados, além de depoimentos de pesquisadores e profissionais que são referência nesta área. A partir desta edição, ele também incluirá a apresentação da trajetória de grupos de pesquisa e periódicos de prestígio que são referência em Comunicação e Jornalismo Organizacional no Brasil. Está prevista também a publicação de um e-book sobre Comunicação e Jornalismo Ambiental, de autoria do prof. Wilson Bueno, líder do grupo de pesquisa JORCOM. Este e-book integra a série Jornalismo Especializado, que já teve publicados dois e-books, respectivamente, sobre Jornalismo e Comunicação em Saúde em Jornalismo Científico, do mesmo autor. Conheça o JORCOM em: www.jorcom.jor.br

 
Clicando e aprendendo
 
  Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) lança e-book “Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional”

O Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) está lançando no final deste mês (fevereiro de 2024), no seu perfil do LinkedIn, o e-book "Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional: artigos e entrevistas de especialistas". A publicação comemora o 1º ano de implementação do Observatório e estará disponível para download gratuito no portal do OBCC (https://lnkd.in/dhHtKciD).

O OBCC tem a coordenação geral do prof. Dr. Jones Machado (UFSM) e uma equipe formada por pesquisadores de instituições de Ensino Superior brasileiras (UFSM, UFRGS e USP e portuguesas (UMinho e UBI).

“O Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) visa sistematizar o conhecimento produzido no Campo da Comunicação no que se refere a temas científicos como risco, crise, comunicação de crise, gestão de crise e comunicação de risco no âmbito das organizações (empresas, personalidades, marcas, instituições, ONGs, governos). Dessa forma, atua na direção de realizar o mapeamento contínuo da produção sobre os temas em livros, capítulos de livro, artigos em periódicos científicos e anais de eventos acadêmicos, teses e dissertações, filmes, séries, podcasts e documentários. Também, tem por objetivo monitorar situações de risco e crise no contexto das organizações, através do acompanhamento das estratégias comunicacionais empreendidas, das práticas implementadas por profissionais da área nesse cenário e da observação dos desdobramentos midiáticos.”

Vida longa para a OBCC e parabéns pela iniciativa. A Comunicação Organizacional agradece.

 

OBBC:
 
Os lupeiros chegaram para engrossar o debate contra a desinformação

A agência Lupa (https://lupa.uol.com.br/), “uma plataforma de combate à desinformação por meio do fact-checking e da educação midiática””, fundada em 2015, acaba de lançar uma série de personagens em quadrinhos sobre educação midiática, denominada Lupeiros.

Como indica material de divulgação da Lupa, a série tem como objetivo “incentivar a educação midiática desde a base escolar, colaborando para a formação de senso crítico de crianças e jovens, desde o ensino infantil até o médio. O Lupeiros abrange um conjunto amplo de materiais pedagógicos e de multimídia, como histórias em quadrinhos, cards para colorir, jogos e podcasts” e pode, segundo a Agência, impactar uma população de quase 35 milhões de estudantes, de 6 a 17 anos de idade.

A iniciativa é pioneira no Brasil e, certamente, como tem demonstrado a trajetória da Agência, contribuirá, de forma efetiva, para o combate à desinformação, Para isso, a Lupa não apenas se constitui em uma agência de notícias especializada em fact-checking (a vertente Lupa Jornalismo) mas realiza “oficinas, treinamentos, repositório de pesquisas sobre desinformação e ações de educação midiática em escolas, universidades, instituições e empresas. ensino de técnicas de checagem e para a sensibilização sobre desinformação e seus riscos” (a vertente Lupa Educação).

Cumprimentamos a Lupa pela iniciativa e desejamos vida longa e ativa para as amigas e amigos Lupeiros.

 

Conheça os Lupeiros:
 
Acesse a newsletter Casa Comum no LinkedIn

A revista Casa Comum lançou, este mês (fevereiro de 2024), a primeira edição da Newsletter Casa Comum no LinkedIn, que inclui “reportagens e conteúdos sobre a importância da presença de homens e mulheres negros e negras no sistema de justiça brasileiro, as matérias mais lidas de 2023 na RCC, os novos artigos da série Decoloniza, uma linha do tempo sobre os principais acordos socioambientais e experiências de construção de novas formas de economia em consonância com o planeta.”

Como indica o portal da revista, ela viabiliza um “projeto de comunicação multiplataforma de iniciativa do Sefras - Ação Social Franciscana, uma organização humanitária que luta todos os dias no combate à fome, a violações de direitos e inserção econômica e social de populações extremamente vulneráveis: pessoas em situação de rua, crianças pobres, imigrantes e refugiados”

Ela tem como objetivo a ampliação e compreensão de inúmeras pautas relativas a direitos humanos e ambientais e, além de gerar conhecimento sobre elas, busca incentivar o engajamento e a mobilização social. A proposta editorial da Revista que se aplica também à newsletter, está apoiada no uso de linguagem simples e objetiva, com narrativas que buscam sinalizar para espaços possíveis de atuação e participação. Caracteriza-se, ainda, pelo olhar atento às diversidades de gênero, raça, geográfica, dentre outras) e pela valorização de diferentes vozes, perspectivas e realidades do povo brasileiro, contemplando-o como protagonista.

 

Conheça a Casa comum:
 
 
Expediente
 

Pensando a Comunicação fora da caixa é uma newsletter da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria nas áreas de Comunicação Organizacional/Empresarial e Jornalismo Especializado.
Editor: Wilson da Costa Bueno 
E-mail para contato: wilson@comtexto.com.br

As informações podem ser reproduzidas livremente, mas solicita-se que, caso isso ocorra, a fonte seja citada.
 
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