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Ano 6 – No 64 – Abril 2024
Pensando a Comunicação fora da Caixa
 
Fala, professor!
  Assessoria de imprensa e jornalismo especializado: valiosa parceria para o incremento da divulgação científica

A divulgação científica e o jornalismo científico em particular são atividades fundamentais para o processo de democratização do conhecimento científico e, em função da emergência de temáticas emergentes e relevantes, têm experimentado incremento importante nos últimos anos.
A literatura na área não tem contemplado, no entanto, com a devida importância, o papel desempenhado nesse processo de divulgação pelas assessorias de imprensa, estruturas profissionalizadas de comunicação/jornalismo que integram os centros produtores de conhecimento, como universidades, institutos federais, institutos de pesquisa e mesmo empresas de pesquisa.
Inúmeros fatores têm contribuído para que as assessorias de imprensa se destaquem como parceiros essenciais para a circulação de informações qualificadas em ciência, tecnologia e inovação, como, por exemplo, a capacitação dos profissionais, a criação de estrutura para subsidiar o trabalho de interação com a mídia e mesmo a criação de uma cultura voltada para a divulgação científica nessas instituições.

 

Leia mais
 
Você Sabia?
 
  Você não está nem aí para o trabalho? Acho que a Síndrome do Avestruz pegou você!

Você anda fugindo ou ignorando os problemas que surgem a sua frente no ambiente de trabalho, como se nada tivesse a ver com eles? Em geral, fica de braços cruzados, esperando que alguém os resolva em seu lugar?
Se isso está acontecendo, talvez você tenha sido acometido por uma doença que é cada vez mais frequente, a ponto de os especialistas admitirem que se trata de uma verdadeira epidemia dos tempos modernos. Ela se chama “síndrome do Avestruz” e a designação faz sentido: ela se inspira no comportamento que é associado a esta ave enorme que muitos garantem que prefere enfiar a cabeça no chão para não encarar com os riscos que a ameaçam. Se você age assim toda vez que vê algum problema no seu trabalho, se estressa em demasia, como se estivesse diante da pior coisa do mundo, é bom que saiba que essa síndrome tem tudo para prejudicar você e a empresa em que trabalha. E pode ter certeza: se nada fizer para mudar esta realidade, é bem provável que os seus empregadores tomem a iniciativa inclusive de colocá-lo(a) no olho da rua.
Reportagem publicada na revista Exame, pela repórter Layane Serrano, traz informações detalhadas sobre esta doença ocupacional, reconhecendo que ela atinge de verdade um número grande de profissionais nas organizações brasileiras, especialmente os que acumulam funções de liderança e todos aqueles que se veem, de uma hora para outra, obrigados a mudar a sua rotina normal, ou seja, saírem da confortável e perigosa zona de conforto.
A jornalista menciona também os trabalhadores mais introvertidos e que encontram grande dificuldade para dar conta de situações que causam estresse. Ela traz o depoimento do pesquisador Joaquim Santini, estudioso de psicologia organizacional, que tem uma justificativa para esse comportamento: “esses profissionais podem evitar assumir responsabilidades adicionais, participar de discussões importantes ou expressar suas opiniões, na tentativa de se proteger de possíveis conflitos ou críticas”.
Santini admite que algumas culturas organizacionais, com hierarquias muito rígidas, favorecem o surgimento dessa síndrome e enumera uma série formidável de impactos que ela causa, como: queda na produtividade e na qualidade do trabalho realizado, deterioração das relações internas, aumento de custos, dentre muitos outros.
O que é possível fazer para impedir ou combater a síndrome? Criar um ambiente de trabalho saudável que se caracteriza pelo diálogo permanente, capacitação dos profissionais para que possam enfrentar novos desafios e, sobretudo, como afirma Santini, “reconhecer e abordar as dinâmicas ocultas e os mecanismos de defesa sociais que podem estar perpetuando a evitação de problemas na organização.”
Quer saber mais sobre o assunto? Clique no link abaixo e boa leitura.

Leia a Reportagem:
 
Você não consegue se desligar da Web? Calma aí. Pesquisa alerta até para suicídio

Tem sido comum reportar problemas que podem acometer pessoas (estudantes, profissionais, cidadãos comuns em geral) que não conseguem se desgrudar da internet e ficam o dia todo lendo notícias, ouvindo áudios e vendo vídeos, como se estivessem verdadeiramente obcecados pela tela luminosa. Se você se reconhece como adepto desse perfil, e principalmente for universitária(o), tome cuidado.
Pesquisa realizada pela professora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Irena Penha Duprat, em sua tese de doutorado na USP (Faculdade de Saúde Pública), chegou a resultados preocupantes. Em sua investigação, que envolveu mais de 500 estudantes da área de saúde de uma universidade pública de Alagoas, concluiu que a(o)s aluna(o)s que tinham dependência moderada ou grave da web poderão, um dia, contemplar o suicídio como uma saída.
Alguns dados que chamam (na verdade, gritam) a atenção, relatados pela pesquisadora e publicados em reportagem no Jornal da USP, no início deste mês de abri, de autoria de José Adryan Galindo l:
“10,3% dos estudantes relataram algum caso de suicídio na família, o que corresponde a 52 pessoas;
Dos 503 estudantes que responderam, 131 afirmaram que algum familiar já havia tentado suicídio (26%);
Com relação a um amigo ou amiga, os números foram ainda maiores. 12,5% de respostas, ou seja, 63 alunos afirmaram que algum amigo já tinha se suicidado;
222 disseram que algum amigo já havia tentado o suicídio.”
A ideação suicida foi maior entre estudantes que reportaram dependência moderada ou grave da internet (27,9%). ”
A pesquisadora aponta alguns motivos que podem levar a esta situação crítica:
“jovens no ensino superior sofrem uma pressão intensa para se adaptarem às dinâmicas de mudança social, demandando grande esforço mental; “A transição da adolescência para a vida adulta já é um período marcado por muitas mudanças fisiológicas e naturais do desenvolvimento da pessoa; “a influência de fatores externos, como sair da cidade natal, morar em repúblicas com pessoas novas, além da distância da família e dos amigos. “É muita mudança na cabeça e quando ele se vê sem o apoio da família, dos amigos, existe uma predisposição ao surgimento dos transtornos mentais nessa época da vida”
A pergunta que vem imediatamente à nossa cabeça: e tem saída?
Irena defende que as autoridades cobrem das redes sociais uma fiscalização mais severa, que impeça a propagação de cyberbullying, por exemplo e sugere uma campanha que alerte para os riscos inerentes à essa entrega total à internet e promova o consumo consciente das informações.

 

Confira:
 
É fundamental reconhecer a importância das ciências humanas e sociais. Ou não?

A queixa dos pesquisadores que atuam nas ciências humanas e sociais precisa ser levada a sério: essas áreas costumam ser desvalorizadas pelos organismos que financiam a pesquisa em nosso país, inclusive muitas Faps – Fundações de Amparo à Pesquisa.
Os recursos alocados para outras áreas são sempre maiores e, além disso, vigora um preconceito injustificável contra as ciências humanas e sociais, muitas vezes consideradas de segunda linha. Está na hora de reconhecer a sua importância, o que não significa desmerecer as demais, hoje privilegiadas pelos governos, sociedades científicas e por instituições privadas.
A sociologia, a antropologia, a ciência política, a educação, a comunicação, para só citar alguns casos, prestam contribuição valiosa para o mercado e a sociedade e propiciam soluções para questões fundamentais.
É preciso saudar os pesquisadores e estudiosos que trabalham e divulgam as pesquisas nessa área, como o professor Renato Janine Ribeiro. Sua coluna Ética e Política, que vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP sempre ressalta a importância das ciências humanas e sociais.
Vale a pena ouvir a coluna do prof. Janine porque ela resgata, sempre, a importância destas áreas, colocando-as no lugar que elas efetivamente merecem ocupar.

 
Comtexto Comunicação e Pesquisa em ação

Está na hora de incorporar a acessibilidade na comunicação institucional de sua empresa

 

Desde 2015, portanto há quase 10 anos, a Lei de Inclusão das Pessoas com Deficiência vem destacando a importância (e a obrigatoriedade) da comunicação acessível, que tem como objetivo promover a inclusão desse segmento da sociedade, a partir de técnicas e recursos adequados, bem como eliminar preconceitos e equívocos que penalizam aqueles que o integram.
Inúmeras empresas e instituições têm editado guias e manuais que contemplam a comunicação acessível. Há cursos competentes que tratam desta temática e explicitam, com detalhes, esses recursos e técnicas, como o intitulado Acessibilidade na Comunicação, promovido, de forma gratuita, pela ENAP – Escola Nacional de Administração Pública e que pode ser consultado por aqui.
Se sua empresa pretende elaborar um Guia específico sobre Comunicação Acessível para orientar os seus produtores de conteúdo (comunicadores ou não), a Comtexto Comunicação e Pesquisa está à sua disposição. Basta entrar em contato conosco pelo e-mail professor@comtexto.com.br ou pelo WhatsApp (11) 95340-6948. Estaremos honrados em prestar assessoria para a produção deste documento. A comunicação acessível agradece.

 

 

Os grupos de pesquisa em Jornalismo da ECA/USP

 

O Departamento de Jornalismo (CJE), Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP, tem 11 grupos de pesquisa, voltados para temáticas diversas, com uma atividade intensa e excelente produção acadêmico-científica.
São eles, com seus respectivos líderes:
1) Com+ - Grupo de Pesquisa em Comunicação, Jornalismo e Mídias Digitais
Elizabeth Nicolau Saad Corrêa
2) Crítica de Mídia e Práticas Culturais
Rosana de Lima Soares
Gislene da Silva
3) Curta Ciência! - Jornalismo Científico, Divulgação e Comunicação da Ciência no contexto contemporâneo
André Chaves de Melo Silva
4) GRUPO CELACC
Dennis de Oliveira
5) Epistemologia do Diálogo Social
Cremilda Celeste Medina
6) Jornalismo, Direito e Liberdade
Vitor Souza Lima Blotta
Bruno Paes Manso
7) Jornalismo Popular e Alternativo (ALTERJOR)
Luciano Victor Barros Maluly
Dennis de Oliveira
8) Midiato - Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas
Rosana de Lima Soares
Mayra Rodrigues Gomes
9) TecnoCom - Tecnologia, Comunicação e Cotidiano
Carlos Eduardo Souza Aguiar
10) O Jornalismo na Comunicação Organizacional (JORCOM)
Wilson da Costa Bueno
11)Grupo de Pesquisa Políticas da Imagem
Luciano Guimarães
Wagner Souza e Silva
Os interessados poderão obter maiores informações sobre os grupos de pesquisa (fundação, composição, linhas de pesquisa, atividades, dentre outras) clicando em cada um dos grupos, cujos links estão nesta página.

 
Clicando e aprendendo
 
  A IA aumenta os riscos à qualidade e à própria sobrevivência dos veículos brasileiros

As aplicações sucessivas da IA Generativa no campo do Jornalismo têm merecido a atenção dos profissionais, docentes e pesquisadores, seja pela sua contribuição para o desenvolvimento da atividade jornalística, seja pelos riscos que elas incorporam à sua prática.
A professora Beth Saad, da ECA/USP, referência no estudo, pesquisa e análise das tecnologias digitais, em artigo publicado em parceria com João Pedro Malar, mestrando nesta Escola, destaca os prejuízos causados pelas empresas proprietárias das ferramentas de IA que se apropriam dos conteúdos jornalísticos, sem lhes garantir qualquer remuneração.
Não há dúvida, lembram os autores do artigo, de que esta utilização indevida acabará, já a curto prazo, contribuindo para aumentar a crise das empresas jornalísticas porque a reprodução abusiva de seus conteúdos tem a capacidade de roubar os seus leitores e, consequentemente, as suas receitas.
Há duas opções possíveis: estabelecer parceria com as empresas de IA ou acioná-las na Justiça para que recompensem pela utilização de material não autorizado, como fez recentemente o New York Times, que processou a OpenIA.
Devemos reconhecer que estas novas tecnologias podem contribuir para a atividade jornalística em muitas tarefas e, portanto, não é razoável condená-las a priori, mas é imperioso ficar alerta e mobilizada(o) para defender o negócio jornalístico, efetivamente ameaçado pelas Big Techs.
Se tiver interesse (quem não tem hoje em dia interesse por estas questões emergentes?), leia o artigo, clicando o link abaixo.

 

Leia o Artigo:
 
As mulheres negras sofrem discriminação nas redações da América Latina. Não é justo!

Os preconceitos, especialmente de gênero e raça, são comuns na atividade jornalística, de tal sorte que as mulheres e as pessoas negras, quase sempre (ou sempre mesmo!) se veem em desvantagens em relação aos homens e pessoas brancas.
Esta situação, que se manifesta no Brasil, se repete em toda a América Latina, como indica o Reuter Institute, que analisa, há algum tempo, a desigualdade de gênero e de raça nas redações latino-americanas. Reportagem de Katherine Pennacchio cita dois estudos deste Instituto, realizados em 2024, que trazem dados nada animadores para aqueles que são penalizados (mulheres e pessoas negras). O primeiro deles, que avalia “mulheres e liderança em meios jornalísticos em 2024: evidências de 12 mercados “, concluiu que “as mulheres ocupam 24% dos 174 principais cargos de liderança nas 240 redações pesquisadas em quatro continentes, um pouco maior do que em 2023 (era 22%). O outro estudo, que avalia raça e liderança em meios jornalísticos em 2024: evidências de cinco mercados, constatou que a porcentagem de editores negros continua abaixo da porcentagem de pessoas negras nas populações dos países pesquisados (Brasil, Alemanha, África do Sul, Reino Unido e EUA). Na prática, apenas 23% dos 75 principais editores dos veículos pesquisados são negros. Para o Brasil, o resultado é catastrófico e tem se repetido em todos os estudos realizados: não há sequer uma pessoa negra ocupando o cargo de editora-chefe.
Vale a pena saudar, no entanto, os dados obtidos para o Brasil no que diz respeito à presença das mulheres negras na redação dos veículos jornalísticos, porque a porcentagem, em 2023, aumentou bastante, subindo de 13% para 23%.
Enfim, temos muito a avançar e, neste ritmo, segundo o próprio Instituto, isso não acontecerá nos próximos 50 anos, se é que algum dia poderemos festejar uma igualdade, certamente já situação ideal e mais justa.

 

Mais Informações:
 
Você conversa com suas plantas? E elas entendem? Eu acho que sim!

É possível que cada um de nós conheça ou já ouviu falar de pessoas que são tão amigas das plantas que conversam com elas, Mais ainda: alguns garantem que essa cordialidade e afeto geram resultados e que elas crescem mais sadias e, portanto, enfeitam as nossas salas de visita e os nossos jardins. Além disso, contribuem com a qualidade do ar que respiramos.
Mas será mesmo que isso acontece? As plantas, afinal de contas, são inteligentes ou é apenas uma impressão nossa que já foi descartada pela ciência?
O professor Carlos Takeshi Hotta, do Instituto de Química da USP, abordou esta questão em artigo recente publicado pelo Jornal da USP e não confirmou nem rejeitou esta possibilidade, trazendo à baila uma outra questão também interessante: enfim, o que realmente significa inteligência?
Segundo ele, não há dúvida de que as plantas são “seres” extraordinários e ele explica: “as plantas estão constantemente otimizando a colheita da luz e a mineração de nutrientes do solo. Plantas sabem as horas do dia, e usam esta informação para antecipar o amanhecer, o anoitecer e a passagem das estações. Plantas têm memória, sendo capazes de mudar a forma como respondem a um sinal por causa de sinais anteriores. Uma planta é até capaz de se comunicar com outras plantas e até outros animais, emitindo sinais gasosos quando são atacadas por herbívoros ou parasitas.”
Então poderíamos concluir que elas são inteligentes, certo? Pois é, o professor prefere não bater o martelo, embora fique claro, pela leitura do seu artigo, que ele encaminha argumentos que nos levam a isso. Mas ele cita críticos a esta proposta que justificam a sua tese, lembrando que “plantas não possuem habilidades como a resolução de problemas novos, criatividade e pensamento abstrato.”
Se é assim, deveríamos, portanto, redefinir o atual conceito de inteligência que, a meu ver, só se aplica aos seres humanos, pelo menos por enquanto (as aplicações de IA generativa e os robôs não chegaram ainda lá”).
Da minha parte, concluo, ainda que à revelia da ciência tradicional, que as plantas são mesmo inteligentes e defendo meu argumento a favor: acabem com as plantas, destruam as nossas florestas, e vamos ver para onde vai a nossa proclamada inteligência? Vamos lá: é inteligente continuar predando a natureza? Eu tenho a certeza de que o antúrio aqui de casa concorda comigo. Olho para ele e vejo que abana a cabeça afirmativamente!

 

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Pensando a Comunicação fora da caixa é uma newsletter da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria nas áreas de Comunicação Organizacional/Empresarial e Jornalismo Especializado.
Editor: Wilson da Costa Bueno 
E-mail para contato: wilson@comtexto.com.br

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