| Ano 8 – No 86 – Agosto 2026
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| Fala, professor! |
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Comunicação Pública no Brasil: a contribuição inestimável de Beth Brandão
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Elizabeth Pazito Brandão, conhecida como Beth Brandão, foi, e continua sendo, referência fundamental para os estudos, o ensino, a pesquisa e prática na área da comunicação pública, pioneira na sistematização do seu conceito e pelo esforço de distingui-la de outras acepções com as quais tem sido confundida ao longo do tempo.
Neste sentido, buscou identificar a comunicação pública com o interesse público, o fortalecimento da cidadania e direito inalienável dos cidadãos à informação qualificada.
De forma lúcida e objetivo, explicitou que a comunicação pública não se limita ao exercício de outras modalidades de comunicação, como a comunicação política, a comunicação científica, a comunicação governamental, a comunicação institucional e a comunicação da sociedade civil organizada. Embora reconhecesse, a priori, que a comunicação na esfera pública pode incorporar ações, campanhas e atividades desenvolvidas no âmbito dessas modalidades, fez questão de frisar que há pontos de conflito ou discordantes, quando se considera o ethos da comunicação pública.
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| Você Sabia? |
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Congresso de Comunicação Pública. Brasília sedia evento imperdível em setembro |
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Brasília vai sediar, no período de 16 a 18 de setembro próximo, a 4ª edição do ComPública, Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, promovido pela ABCPública- Associação Brasileira de Comunicação Publica, que reunirá cerca de 1.500 comunicadores de todo o país.
O evento, que tem como tema central “Uma agenda para a cidadania”, contará com a parceria a Câmara dos Deputados que comemora 200 anos em 2026 , e se caracteriza por uma ampla e qualificada programação), com palestras, minicursos voltados para a reflexão, a pesquisa, o ensino e a prática da comunicação cidadã. (acesso pelo link.)
As informações completas e atualizadas do Congresso estão disponíveis no link ao final desta notícia. As inscrições para as atividades presenciais estão esgotadas.
Os organizadores do Congresso esclarecem que o evento poderá ser gravado, filmado ou fotografado e que o participante do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, ao efetuar sua inscrição, concorda e autoriza, de forma gratuita e por prazo indeterminado, a utilização de sua imagem em materiais institucionais e de divulgação relacionados ao evento. |
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| Revistas predatórias e IA não ético: os riscos de produção acadêmica que privilegia a quantidade de publicações |
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A pressão por produtividade e a equivocada valorização dos “pesquisadores” que privilegiam a quantidade em prejuízo da qualidade de sua produção representam riscos importantes para a ciência brasileira e mundial.
Essas condições relegam a um segundo plano o rigor científico e comprometem a excelência da produção acadêmica que tem, sobretudo, como objetivo divulgar os resultados de investigações relevantes nas várias áreas do conhecimento. Produzir de forma acelerada e em desacordo com a qualidade que deve caracterizar a publicação científica agrega também outros riscos já identificados pelos que acompanham e avaliam estas tendências contemporâneas na área da ciência e da tecnologia. Um deles, explicitado frequentemente por pesquisadores e entidades de prestígio é o surgimento e a expansão dos chamados “periódicos predatórios”, aqueles que aceitam para publicação textos sem o devido compromisso com a qualidade e que, em geral, não são submetidos à indispensável e rigorosa avaliação dos pares.
Reportagem publicada no Jornal da USP e assinada por Gabriele Maciel, se baseia em publicação inserida em um periódico internacional (Scientometrics) e nas observações do professor e engenheiro de computação Fábio Manoel França Lobato do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.
Segundo ele, que tem analisado há anos, o chamado “ecossistema das revistas predatórias” , o aumento impressionante deste tipo de publicação tem tudo a ver com “uma pressão muito grande para a comunidade publicar, seja para ascender profissionalmente, permitir a defesa de uma tese ou pontuar em concursos”. Ele destaca, como acentua a reportagem: “Para a ciência, o prejuízo é ter comunicações sem rigor científico ou com falhas metodológicas graves sendo publicadas. Para o pesquisador, o preço é a reputação. A ciência vive de confiabilidade”.
O professor Lobato, que participou ao lado de outros pesquisadores, em um estudo que diagnosticou essa situação em nosso país, chego a duas conclusões importantes: 1) não são apenas os jovens docentes que participam desse processo de produção acelerada que favorece os periódicos predatórios, mas também, e em muitos casos principalmente os pesquisadores mais experientes; 2) existe o que ele chama de uma “assimetria regional e estrutural”, o que significa que, como explica a reportagem, “programas de pós-graduação menores e fora dos grandes centros de excelência sofrem com a sobrecarga de trabalho dos docentes, o que sufoca o debate sobre a integridade científica.” Daí uma tendência em participar deste processo nefasto para a produção científica qualificada.
O estudo traz algumas dicas para evitar cair na armadilha dos periódicos predatórios:
a) verificar com atenção se eles estão realmente, como afirmam em sua proposta editorial, indexados em bases de dados confiáveis (a maioria deles não cumpre este requisito básico!);
b) desconfiar da “promessa de publicação rápida, geralmente associada à cobrança de uma taxa de processamento do artigo”, inferior à praticada por editoras internacionais” e finalmente
c) o recebimento pelo pesquisador de convites frequentes para publicação de novos trabalhos, mesmo sem relação direta com a sua área de especialização.
O professor ressalta, ainda, um novo desafio a ser enfrentado: o uso intensivo e não ético da IA para a produção acadêmico-científica. Para ele: “Ficou muito mais fácil escrever um artigo e simular uma pesquisa. Com a inteligência artificial (IA) generativa, pessoas conseguem fazer ideação e construir textos bem estruturados, mas sem necessariamente ter o domínio do rigor científico, útil para a sociedade”.
O alerta é importante e deve ser considerado não apenas pelos pesquisadores, sejam eles jovens ou experientes, mas também pelas publicações de prestígio que analisam artigos para publicação e pelos jornalistas e comunicadores de ciência que podem ser tentados a divulgar pesquisas que não têm compromisso com a qualidade e o rigor exigido para essas publicações.
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| No Brasil, o salário dos jornalistas é desigual: veja onde eles ganham mais ou são menos remunerados
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Se você, jornalista ou não, acredita que os profissionais de imprensa, pela importância do trabalho que executam, recebem uma remuneração elevada, talvez seja interessante tomar contato com os resultados de um levantamento realizado pelo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), a pedido da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Segundo este levantamento, a remuneração média dos jornalistas brasileiros com carteira assinada é um pouco inferior a 7 mil reais (mais precisamente R$ 6.969,70), mas há uma diferença importante entre as várias regiões do país e dos diferentes Estados brasileiros.
Para que você que nos lê tenha uma ideia, há unidades da Federação que pagam pouco mais de 2,5 mil reais para os jornalistas e há pelo menos uma delas que chega a remunerar em quase 15 mil reais.
Material produzido pela FENAJ e publicado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) informa que, “O Distrito Federal registra a maior remuneração média do país: R$ 14.670,10, mais que o dobro da média nacional. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 10.234,40), São Paulo (R$ 8.997,90), Minas Gerais (R$ 7.217,40) e Paraná (R$ 6.565,90).
Na outra ponta do ranking estão Amazonas (R$ 2.552,10), Maranhão (R$ 3.010,80), Piauí (R$ 3.040,10), Rondônia (R$ 3.056,80) e Paraíba (R$ 3.089,50).”
Além da desigualdade expressiva em termos de remuneração, o levantamento indica também uma situação bastante distinta quando se observa o número de jornalistas com carteira assinada em cada unidade da Federação. Como destaca o material publicado pelo SJSP, “Sozinho, São Paulo reúne 12.574 vínculos, o equivalente a 25% de todos os jornalistas com carteira assinada do país. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (4.386 vínculos), Minas Gerais (3.612) e Distrito Federal (3.042).”
Há duas observações que merecem ser feitas e que estão citadas na publicação do SJSP: “a remuneração média não corresponde ao piso salarial da categoria, que é definido em acordos coletivos de trabalho e também não representa a renda média dos jornalistas brasileiros, visto que muitos deles exercem outras atividades, como, por exemplo, prestação de serviços, atividades autônomas, docência, consultorias, produção de conteúdo, dentre muitas outras.”
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| Comtexto Comunicação e Pesquisa em ação |
| Professor Wilson Bueno é agraciado com o Prêmio Beth Brandão de Comunicação Pública |
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A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) vai entregar ao professor Wilson da Costa Bueno, no dia 16 de setembro próximo, durante a cerimônia de abertura do 4o Congresso de Comunicação Pública, o Prêmio Beth Brandão de Comunicação Pública 2026, em reconhecimento à sua trajetória e às contribuições para o desenvolvimento da comunicação pública no Brasil.
Wilson Bueno é professor sênior da ECA/USP, vinculado ao Departamento de Jornalismo e Editoração, diretor e fundador da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria que atua nas áreas de Comunicação Organizacional e Jornalismo Especializado.
Segundo release distribuído pela ABCPública, a premiação, instituída em 2021, “reconhece pessoas cuja trajetória tenha contribuído para o uso estratégico da comunicação na construção da cidadania e no fortalecimento da democracia. Entre os critérios previstos no regulamento estão a relevância da trajetória profissional em comunicação pública, a contribuição acadêmica e/ou profissional significativa para a área e o alinhamento da atuação às diretrizes e à missão da ABCPública.”
Wilson Bueno diz que recebeu “honrado a concessão, pela ABCPúlica, do Prêmio Beth Brandão, convicto de que essa premiação homenageia uma das personalidades mais marcantes da comunicação brasileira. Segundo ele, Beth Brandão se destacou, sobretudo, pela sua contribuição valiosa para o aprimoramento da comunicação pública, e pela convicção de que o diálogo permanente e democrático entre o Estado e a sociedade consolida a cidadania O professor diz que faz questão de “dividir a honra e a alegria pelo recebimento desse prêmio com o conjunto formidável de comunicadores públicos brasileiros que defendem e praticam a comunicação democrática e protagonizam o seu vínculo indissociável com o interesse público.”
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| Em setembro, os novos e-books dos grupos de pesquisa JORCOM e JORNESP da USP, disponíveis para download |
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Como anunciado em edição anterior, serão lançados, em setembro, os e-books anuais dos grupos de pesquisa JORCOM e JORNESP, da ECA/USP, liderados pelo professor Wilson Bueno, e que integram o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.
O e-book do JORCOM tem como título “O Jornalismo na Comunicação Organizacional: desafios à frente” e reúne textos, cases e depoimentos com a participação de pesquisadores do grupo e convidados. Este ano, o e-book será lançado durante a realização do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública 2026), em Brasília, no período de 16 a 18 de setembro. A edição do e-book conta com a parceria da ABCPública e estará disponível para download na rica e qualificada biblioteca digital da associação.
O e-book do JORNESP – Grupo de Pesquisa em Jornalismo Especializado, o primeiro a ser publicado após a sua formação em 2025, tem como título: “Jornalismo Especializado: desafios presentes e futuros” e reúne artigos de pesquisadores do grupo e convidados. Ele estará disponível para download gratuito após a sua publicação.
Os vários e-books já publicados pelo Grupo JORCOM, assim como o do grupo JORNESP, passarão, de agora em diante, a integrar a biblioteca digital da ABCPública, de modo a favorecer o acesso pelos interessados.
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| Sua empresa não tem, mas deseja elaborar uma Política de Comunicação? A Comtexto pode ser sua parceira |
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As empresas e organizações de maneira geral, sintonizadas com o planejamento e a prática de uma comunicação estratégica e integrada, já se deram conta da necessidade de elaborar e implementar uma Política de Comunicação Institucional. Ela constitui um documento fundamental e estratégico de comunicação, que reúne um conjunto significativo de diretrizes, princípios, ações e produtos que orientam o relacionamento de uma empresa com os públicos estratégicos e a sociedade de maneira geral. Quando sistematizada em conformidade com a estrutura, a cultura e os objetivos institucionais, a Política de Comunicação fortalece e amplia a consolidação da imagem e da reputação de uma organização e estabelece diretrizes que qualificam a sua prática de comunicação.
A Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria nas áreas de Comunicação Organizacional e Jornalismo Especializado, fundada há 42 anos, é pioneira na elaboração e implementação de Políticas de Comunicação Institucional, tendo desenvolvido projetos neste sentido em parceria com uma dezena e meia de organizações, em especial institutos federais de educação, universidades e empresas. A Comtexto é, com certeza, a assessoria/consultoria que mais desenvolveu projetos desta natureza em nosso país e seu diretor, professor Wilson da Costa Bueno, é referência na condução deste processo nas organizações.
Se sua empresa deseja participar deste grupo seleto de organizações que dispõem de uma Política de Comunicação, esteja à vontade para contatar a Comtexto. Ela estará disposta a fornecer as informações básicas sobre a condução desse projeto, incluindo tempo de realização, as etapas de construção e implementação, e o orçamento correspondente.
Na prática, a Comtexto pode realizar três ações que contribuem para a elaboração de uma Política de Comunicação: 1) despertar a consciência dos gestores sobre a importância de uma Política de Comunicação, com a realização de uma palestra ou seminário sobre o tema; 2) ministrar um curso de capacitação dos profissionais de comunicação para o desenvolvimento internamente de uma Política de Comunicação e 3) consultoria integral para o desenvolvimento deste projeto.
Maiores informações podem ser obtidas diretamente com o professor Wilson Bueno, responsável pela execução de Políticas de Comunicação, pelo e-mail, colocando no assunto “Política de Comunicação Institucional”.
A Comtexto se sentirá honrada em contribuir para que a sua organização possa dar esse passo importante na consolidação de uma comunicação efetivamente integrada e estratégica.
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| Clicando e aprendendo |
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O consumo de antibióticos é abusivo em todo o mundo. Os micróbios agradecem |
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Reportagem publicada pelo Jornal da USP reforça um alerta que tem sido difundido ao longo do tempo, pela OMS- Organização Mundial da Saúde, sem que, pelo menos no Brasil, sejam tomadas medidas adequadas para evitar o agravamento de um problema crucial de saúde pública: o consumo abusivo e perigosamente antibióticos.
Essa condição contribui para aumentar a resistência antimicrobiana de tal modo que, como evidenciam as estatísticas, aqui e em todo o mundo, são comuns as infecções bacterianas que resistem aos tratamentos tradicionais com antibióticos e que podem trazer (e estão trazendo) de volta infecções antes combatidas com alguma facilidade, como tuberculose, salmonelose, pneumonia e gonorreia.
Estima-se que ocorra algo em torno de um milhão de mortes por ano derivadas desta situação, que não se limita apenas ao consumo de antibióticos pelos seres humanos, mas pelo uso abusivo e irresponsável em animais utilizados na produção de alimentos.
Silvia Costa, pesquisadora da Faculdade de Medicina (FM) e Nilton Lincopan, chefe do Laboratório de Bacteriologia do Hospital das Clínicas, professores da USP, entrevistados pelo repórter Davi Milani, destacam essa questão, chamando atenção para o fato de que há também outros fatores que concorrem para essa resistência, como o impacto da crise climática e o aquecimento global, dentre muitos outros, exigindo cuidados redobrados para impedir que a disseminação, que já é relevante, se torne incontrolável.
A reportagem cita relatório da Global Leaders Group on Antimicrobial Resistance (GLG), instituição ligada a ONU, que estima, que, hoje, o “custo total para tratar apenas as infecções bacterianas resistentes atinja US$ 412 bilhões anualmente até 2035, com perdas adicionais de produtividade de US$ 443 bilhões por ano.”
Os especialistas entrevistados julgam que algumas medidas podem ser tomadas para controlar o incremento da resistência antimicrobiana, como o combate à automedicação, a informação qualificada, o uso adequado de medicamentos e um controle competente das infecções no sistema de saúde.
Eles defendem a conscientização dos profissionais de saúde (médicos, veterinários e dentistas) para o uso racional dos medicamentos pelos seus pacientes e um esforço redobrado para que se reduza o incentivo à automedicação, seja pela ação destes profissionais, seja pela contribuição valiosa dos meios de comunicação, além do controle da propaganda irresponsável de determinados representantes da indústria farmacêutica.
Recomendamos fortemente a leitura integral da reportagem que agrega informações valiosas para todos nós, que, queiramos ou não, somos, em muitas situações, obrigados a recorrer aos medicamentos para tratamento da nossa saúde.
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| Uma importante cartilha de educação climática voltada para famílias e educadores brasileiros |
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É necessário destacar iniciativas pioneiras e competentes que têm como objetivo conscientizar e capacitar segmentos da sociedade brasileira para importância do enfrentamento da emergência climática. Nesse sentido, julgamos importante mencionar a cartilha "Educação Climática: Guia Prático para Famílias e Educadores", disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP, e disponibilizada em bibliotecas de plataformas como Cemaden Educação e ReDUS, entre outras.
A cartilha foi escrita em coautoria por Daniela Vianna) Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados), Samantha Graiki Proença (Rede Internacional de Pesquisa Resiliência Climática), Livia Ribeiro (Escolas pelo Clima) e Mariana Menezes (Famílias pelo Clima) e assume, de imediato, que para o sucesso desse enfrentamento, é decisiva adotar uma ação coletiva e integrada.
Trata-se de um guia prático que contou com o apoio do Fundo de Microssubsídios Climáticos Intergeracionais, cuja concessão é fruto de parceria entre o Fundo UMI, o Our Kids Climate7, o Parents for Future (movimento global de Famílias pelo Clima) e o Social Change Nest (SCN).
Como explicita material de divulgação da Guia, ele “apresenta um compilado de conteúdos, ferramentas e práticas que apontam alguns caminhos possíveis para a inclusão da agenda climática de forma transformadora, mobilizadora e engajadora no ambiente escolar, sempre com base na melhor ciência disponível.”
Conforme informam os seus autores, apresentação da obra, o guia pode ser adaptado a diferentes realidades e contextos e, na sua elaboração foram considerados três aspectos: “1. Inserção da educação climática no ensino, com relatos de experiências, diálogos e aprendizados intergeracionais, além de boas práticas; 2. Mudanças que podem ser implementadas pela comunidade escolar, passando por alimentação, eficiência no uso dos recursos naturais, hábitos de consumo, entre outras; 3. Engajamento da comunidade escolar em ações práticas.
As organizadoras da obra reforçam que “é necessário ouvir atentamente os educandos, a equipe escolar e as famílias, para que seja possível identificar, debater e propor caminhos para a inserção da educação climática, considerando as especificidades de cada lugar que sente, de forma diferente, os impactos decorrentes das alterações no clima.’
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| Manual de Comunicação Indígena, uma iniciativa pioneira e relevante. Confira. |
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Como resultado de um trabalho coletivo, desenvolvido pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), que reúne mais de 40 povos indígenas, foi lançado, recentemente, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o “Manual de Jornalismo Indígena Poranga Marandúa.
A publicação, segundo a coordenadora da Abrinjor, Luciene Kaxinawá”, se caracteriza pela diversidade e pelo compromisso com uma comunicação construída a partir dos nossos territórios, das nossas línguas e dos nossos modos de contar histórias”.
Ela está disponível para download gratuito (vide link no final desta notícia). Aliás, “boa notícia” é, como explica o material de divulgação, exatamente o significado da expressão “Poranga Marandúa, na língua Nheengatu, da família Tupi-Guarani.
No prefácio do Manual, Rita Potyguara, educadora, pesquisadora e gestora pública indígena do povo Potiguara, esclarece que “o jornalismo indígena desempenha um papel fundamental na construção de novas narrativas sobre o Brasil. Ao ocupar os espaços da comunicação, os indígenas jornalistas não apenas ampliam a diversidade de vozes presentes na esfera pública, mas também contribuem para transformar a forma como a sociedade brasileira compreende sua própria história. E a criação da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor) representa um marco importante nesse processo. Ao reunir profissionais indígenas de diferentes povos, regiões e biomas, a rede cria um espaço coletivo de articulação política, formação profissional e produção de conhecimento.”
A apresentação do documento destaca que “este manual de redação de jornalismo indígena emerge com o objetivo de contribuir para: (1) nos colocar, enquanto coletividade organizada, dentro do campo de disputa da comunicação como agentes especializados na temática que diz respeito aos nossos povos; (2) orientar os não indígenas sobre práticas, conceitos e abordagens ao cobrir ou dirimir sobre temática indígena no espaço da imprensa e da mídia como um todo.”
Saudamos aqui a iniciativa da Abrinjor e convidamos comunicadores e outros profissionais da área, comprometidos com o esforço de valorização da diversidade e da inclusão, para a leitura e a divulgação deste Manual.
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| Expediente |
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Pensando a Comunicação fora da caixa é uma newsletter da Comtexto Comunicação e Pesquisa, empresa de consultoria nas áreas de Comunicação Organizacional/Empresarial e Jornalismo Especializado.
Editor: Wilson da Costa Bueno
E-mail para contato: wilson@comtexto.com.br
As informações podem ser reproduzidas livremente, mas solicita-se que, caso isso ocorra, a fonte seja citada. |
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